A tecnologia vai nos libertar

Você provavelmente já deve ter ouvido falar que todos os empregos, mais cedo ou mais tarde serão substituídos pelo uso de robôs inteligentes capazes de fazer nossos trabalhos de maneira mais eficiente, rápida e menos custosa. Bom, isso é verdade, porém, pelo menos ainda, não será o fim para a humanidade - na verdade pode ser um novo começo.

(Pixabay)


Acorrentados aos grilhões de empregos maçantes, repetitivos, de longa duração e baixa remuneração. Essa é a realidade da maioria dos habitantes do nosso planeta. Quem não gostaria de ter mais tempo para se divertir, estudar, dedicar à família e aos amigos e simplesmente viver?


Apenas com a tecnologia existente atualmente já seria possível automatizar a maioria dos empregos. Neste momento que tem sido chamado por pesquisadores do campo da Economia de "quarta revolução industrial", apenas os empregos repetitivos e de baixa e média qualificação serão substituídos. Só nesta leva, ao menos um quarto - em projeções otimistas - da população mundial será afetada. Com o avanço da inteligência artificial, cada vez menos pessoas serão requisitadas em empregos de alta qualificação. Máquinas não precisam de descanso, não tiram férias ou pausas, não reclamam e não estão sujeitas a leis trabalhistas e sindicatos - e cada vez mais adquirem a capacidade de tomar decisões relevantes.

Se você ainda não se convenceu, conheça um exemplo das dezenas de projetos existentes atualmente para o desenvolvimento de carros, ônibus e caminhões que se dirigem sozinhos sem a necessidade de um condutor. Só na área de transportes e logística, milhares de pessoas tendem a perder seus empregos nos próximos quinze anos.






A alternativa para que isso não cause uma crise global de desemprego e guerra civil? Oferecer uma renda básica universal (RBU) para cada cidadão. A proposta da renda básica universal consiste em um valor que o Estado pagará para cada pessoa, independentemente da idade e dela trabalhar ou não, para que ela gaste da forma que bem entender, e já vem sendo testada em diversos países. Analistas favoráveis à proposta argumentam que mesmo recebendo uma renda básica mensal as pessoas continuam trabalhando, e aquelas que decidem por não trabalhar optam por cuidar da família, de parentes idosos ou fazer trabalhos voluntários.

No campo social, a RBU pode ter um grande impacto ao contribuir para que menos crianças e jovens sejam obrigados a deixar a escola para trabalhar, menos pessoas se sujeitem a empregos degradantes e prejudiciais à saúde, os índices de criminalidade, corrupção e doenças mentais caiam e a qualidade de vida da população passe por um rápido crescimento. O Estado pode gastar menos com uma infinita quantidade de programas sociais complexos, burocráticos e de baixo impacto e direcionar a arrecadação tributária ao financiamento da RBU.

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Oferecer uma renda mensal para todas as pessoas que forem substituídas por máquinas é uma boa saída para evitar que tenhamos uma situação onde a maioria das pessoas estará desempregada e sem dinheiro para consumir os bens e serviços. A RBU pode, inclusive, ser boa para a economia, já que estudos recentes mostraram que a implantação de um sistema de renda básica universal faria crescer a economia dos Estados Unidos em U$2,5 trilhões em poucos anos.

Não devemos temer as máquinas e a inteligência artificial, mas abraçá-las como um meio para nos libertar de ter que passar a vida toda trabalhando para apenas no final, caso tenhamos acesso à aposentadoria, poder viver de verdade. De fato, a renda básica universal seria a maior conquista da nossa geração e do capitalismo em um momento onde as máquinas substituem o trabalho humano. Se quiser saber mais sobre a ideia da renda básica universal e automação, assista ao vídeo abaixo do canal Argonalyst.




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